O Relatório
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Jader Figueiredo
Jovem indígena ativista
Marcelo Zelic
Documentário · Longa-metragem

O RELATÓRIO

A História que o Brasil Escondeu

ProduçãoCambará - RF Cine - CAV Produções
DireçãoMarise Farias
EstágioDesenvolvimento
Role para o dossiê
Logline

Um relatório desaparecido
por quase meio século

Um relatório desaparecido por quase meio século revela inúmeros crimes contra povos indígenas durante a ditadura militar brasileira — e levanta uma pergunta urgente: é possível fazer justiça quando o próprio Estado tentou apagar as provas?

Fotografia de arquivo do Serviço de Proteção ao Índio Arquivo · Ministério do Interior
Sinopse

A verdade pode chegar por vários caminhos

Uma investigação no interior do Brasil, nos anos de chumbo da ditadura militar, revela crimes contra povos indígenas cometidos com a conivência do próprio Serviço de Proteção ao Índio (SPI) — abalando a imagem do país no exterior. O relatório, produzido em 1967 pelo procurador Jader Figueiredo com mais de sete mil páginas de provas, desaparece misteriosamente. A Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada em 2012, inicialmente não previa a inclusão de vítimas indígenas. A redescoberta do relatório, 45 anos após sua produção, pelo ativista Marcelo Zelic, transforma os rumos da Comissão. Ele consegue provar que os povos indígenas também foram vítimas da ditadura. O documentário parte do olhar de uma jovem indígena ativista digital que pesquisa o Relatório Figueiredo.

Registros da Época

Nos jornais, crimes arquivados

Enquanto o relatório desaparecia dos arquivos oficiais, a imprensa brasileira e internacional registrava o que estava sendo escondido

Nomeada comissão para apurar desvio de recursos do SPI
Atrocidades arquivadas
Ex-ministros acusados no massacre dos índios
Ministérios pegam fogo em Brasília
Personagens

Três olhares, uma mesma busca

Separados no tempo, ligados pela mesma pergunta: o que o Estado tentou  apagar — e por quê

Jader Figueiredo
1967 · O procurador

Jader Figueiredo

Autor do relatório de sete mil páginas que expôs os crimes contra os povos indígenas — e viu seu próprio trabalho desaparecer.

Marcelo Zelic
2012 · O pesquisador

Marcelo Zelic

Ativista que redescobriu o relatório 45 anos depois e provou que os povos indígenas também foram vítimas da ditadura.

Jovem indígena ativista
Hoje · A ativista digital

A jovem indígena

Personagem que conduz o olhar do documentário, investigando o Relatório Figueiredo nas redes e nos arquivos de hoje.

As vozes indígenas

A MEMóRIA destes crimes permanece através de gerações

A voz desses povos é fundamental para entendermos a construção da nossa sociedade

Retrato de arquivo Retrato de arquivo Retrato de arquivo Retrato de arquivo Retrato de arquivo
Proposta de valor

Uma História Necessária

  • Tema inédito no audiovisual brasileiro
  • Roteiro baseado em fatos históricos documentados
  • Personagens construídos dentro da jornada do herói
  • Temática com alcance global
  • Uma história viva que precisa ser apresentada ao grande público
  • Capítulo fundamental da história brasileira ocultado por décadas
Abordagem estética

Um Olhar Humano

  •  Tensão e suspense
  •  Trama investigativa
  •  Coexistência entre passado e presente
  •  Foco no drama humano
  •  Reencenação da investigação do Jader e pesquisa do Marcelo 
  •  Três personagens centrais — a jovem indígena, Jader e Marcelo
  •  A paisagem sonora e o testemunho silencioso da natureza
  •  Depoimentos de indígenas, indigenistas, antropólogos e pesquisadores
Imagens de arquivo — teaser



O caso, ano a ano

Uma linha do tempo que o Estado tentou apagar

Toque em um ano para abrir o que aconteceu naquele momento da investigação

Agora

Uma dívida ainda em aberto

A Comissão Nacional Indígena da Verdade ainda não foi criada. As violações reconhecidas em 2014 seguem sem reparação plena, enquanto novos conflitos por terra e pela vida dos povos originários continuam. Uma pauta que este documentário busca ampliar.

Referências estéticas

No mesmo território narrativo

Argentina, 1985 Baseado em uma historia veridica, de investigação de crimes da ditadura argentina
O Abraço da Serpente Personagens separados no tempo, ligados pela mesma busca · brutalidade contraposta à sabedoria espiritual · a floresta como personagem vivo
Menino 23 — Infâncias Perdidas no Brasil Reencenação de eventos · depoimentos de quem viveu a história · histórias sensíveis
Inovação

O que este projeto traz de novo

  • Tema pouco conhecido- violações contra povos indígenas na ditadura
  • Novo olhar- o que ficou de fora da narrativa oficial e das investigações da época
  • Resgate importante- o Relatório Figueiredo como ponto de virada
  • História contada por quem viveu- personagem indígena real traz emoção viva
  • Amplia a conversa - urgência de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade
  • Conecta passado e presente- uma reflexão sobre memória, justiça e futuro
Protesto por justiça aos povos indígenas
Objetivos

O que este documentário busca

  • Olhar artístico com apelo comercial
  • Linguagem acessível
  • Ampliar o debate sobre memória e direito de existir
  • Protagonismos dos indígenas
  • Refletir sobre reparação e gestão territorial
  • Uma narrativa que articula denúncia, beleza, contemplação e esperança
  • Das violações históricas aos conflitos contemporâneos
  • Documentário como agente ativo
  • Base de pesquisa para longa-metragem de ficção sobre o tema 
Justificativa

Por que este relatório precisa ser contado agora

O golpe civil-militar de 1964 representou, para os povos indígenas, a intensificação de uma violência histórica, agora sistematizada pelo Estado. A repressão não atingiu apenas opositores do regime, mas também populações consideradas obstáculos ao projeto de desenvolvimento econômico. Criada em 2012, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) tinha como objetivo investigar violações de direitos humanos entre 1946 e 1988, mas inicialmente não incluía os crimes contra os povos indígenas.

Esse cenário começou a mudar quando o pesquisador Marcelo Zelic recebeu um e-mail do indígena Kaxalpynia Runayke, do povo Yagua, questionando essa ausência. A partir disso, iniciou-se uma investigação que levou à descoberta de materiais fundamentais, como o filme Arara, de Jesco Von Puttkamer — oculto por mais de 40 anos — e o Relatório Figueiredo, desaparecido por quase meio século.

Em 2014, a CNV reconheceu a responsabilidade do Estado brasileiro — por ação ou omissão — em graves violações contra os povos indígenas durante a ditadura, apontando que, em apenas 10 etnias, ao menos 8.350 indígenas foram mortos. Esse reconhecimento marca um passo importante rumo à memória, verdade e justiça. Marcelo Zelic, falecido em 2023, deixou como legado essa luta e a defesa da criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade.

Documento de arquivo do Posto Iraí
Forças do projeto
  •  Marcos Palmeira, ator de renome e defensor da causa indígena
  •  Apoio dos familiares de Jader Figueiredo e Marcelo Zelic
  •  Apoio institucional do Museu Nacional dos povos indigenas / Funai
  •  Apoio da ONG Survival International
  •  Pesquisa e entrevistas já iniciadas
  •  Roteiro em desenvolvimento
  •  Registro na Biblioteca Nacional
  •  9º lugar na Chamada FSA/Cinema · Documentário — fase 1
Equipe
  •  Produção — Sérgio Lobato e Cláudio Apolinário
  •  Roteiro e Direção   Marise Farias
  •  Direção de Fotografia — Guy Gonçalves
  • Direção de Produção — Bita Tikuna
  •  Pesquisa  —  Marise Farias e Jama Wapichana

"O índio, razão de ser do SPI, tornou-se vítima de verdadeiros celerados, que lhe impuseram um regime de escravidão e lhe negaram um mínimo de condições de vida compatível com a dignidade da pessoa humana."

JAder Figueiredo

Contato

Vamos contar essa história

cambaracine@gmail.com

EM ANDAMENTO

Foto de Marise Farias

Marise Farias

Em 2023, estreou na direção de longa-metragem com o doc Roberto Farias, memórias de um cineasta exibido no Festival de Gramado e pelo Festival Internacional do Rio.



Foto de Sérgio Lobato

Sérgio Lobato

Produtor executivo pela Cambará, responsável pela viabilização do projeto.



Foto de Cláudio Apolinário

Cláudio Apolinário

Coprodutor do documentário “ As Escrevivencias de Maria Firmina dos Reis” (Canal Curta!). Desenvolveu e produziu diversos projetos com a Mapa Filmes para GNT, Canal Brasil e salas de cinema.



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Jama Wapichana

Pesquisadora, graduada em gestão territorial, mestra e doutoranda em literatura


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Guy Gonçalves

 Diretor de Fotografia, fotografou longas de destaque, como Minha Fama de Mau (2019), Capitães da Areia (2011) e Juízo (2007).


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Bita Tikuna

Diretora de Produção com grande experiência no bioma amazônico e Terras Indígenas.

Realização